Escrevo a você que andas imponente a afirmar
Com pompa e segurança em demasia,
Que a doce Clara que andava a trepidar,
De tempos em quando tornou-se uma menina má.
Diante do problema que reacai em minhas mãos
Não vejo outra saída afora minha versão.
Saiba que galantes insensíveis sob o pretesto de gostar
Arrancarm de Clara suspiros e fizeram-na chorar.
Afirmo portanto, a você que me lê
Que é preciso um olhar carinhoso pra então compreender.
Dá declaração que faço agora muitos irão duvidar:
Longe de Clara ser assim tão má!
Se por ora decidires continuar com esse olhar incrédulo
Perder-se-a por fim nos misteriosos fragmentos de Clara
Que também sabe dar-se inteira e por completo
Mas somente a quem descobrir como ama-la.
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